Injeção de recursos com o 13º salário

Artigo 23/10/2012

Por Marcus Eduardo de Oliveira - Economista, especialista em Política Internacional e Professor de economia da FAC-FITO e do UNIFIEO (São Paulo).


Até dezembro, a economia brasileira receberá uma injeção de recursos de mais de R$ 130 bilhões decorrente do pagamento do 13° salário. A afirmação é de Marcus Eduardo de Oliveira, professor de economia da UNIFIEO e da FAC-FITO, em São Paulo, baseado no levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Esse valor que irá para os bolsos de 80 milhões de pessoas – somente os trabalhadores formalizados deverão receber R$ 93 bilhões (71%) - é tão significativo que representa quase 3% do Produto Interno Bruto, diz o economista.

O professor aproveitou para dar algumas dicas de como gastar o 13° salário. Para os que se encontram no sufoco financeiro, a opção a escolher é uma só: quitar dívidas; preferencialmente às que agregam juros maiores – cartão de crédito e cheque especial são, indiscutivelmente, os maiores vilões.

Para tanto, diz Marcus Eduardo de Oliveira, é fundamental fazer aquela “faxina financeira”. Se não for possível quitar todas as dívidas, deve-se, preferencialmente, escolher então aquelas em que a “bola de neve” dos juros encobre, num curto espaço de tempo, o montante principal. Eliminar esse tipo de dívida (com cartão, com cheque especial) é imprescindível para a recuperação da “saúde financeira”.

Já para aqueles que estão numa situação de alívio financeiro, a recomendação básica é poupar entre 30% a 40% desse ganho-extra para fazer frente ao famigerado mês de janeiro, período em que as contas do IPVA, IPTU, uniforme e material escolar baterão à nossa porta, concluiu o economista.

 


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