Os seis meses do novo governo na visão de um economista

Artigo 16/07/2019

Seleção de fatos econômicos do primeiro semestre do novo governo


A assinatura do acordo de livre comércio do Mercosul com a União Europeia. O tratado tem potencial para acelerar o crescimento econômico no país.

A reforma da Previdência, considerada fundamental para que o país não quebre vem vencendo aos poucos os obstáculos para ser aprovada.

A aprovação do programa de revisão de benefícios do INSS para combater possíveis fraudes.

Os apoios dos Estados Unidos e Inglaterra ao ingresso do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne os 36 países com as maiores economias. Aumenta a confiança de investidores internacionais.

O leilão de concessões para 12 aeroportos, quatro terminais portuários e um trecho da ferrovia Norte-Sul.

Aprovação de um crédito extra emergencial de R$ 248,9 bilhões, destinado para o pagamento de programas como o Bolsa Família, BPC – Benefício de Prestação Continuada-, entre outros e evitando o descumprimento da “regra de ouro”

A “MP da Liberdade Econômica” que pretende diminuir a burocracia impostas pelo estado a empreendedores e empresas.

A diminuição do número de 29 para 22 ministérios que representa não só redução nas despesas como melhoria na gestão ministerial.

A aprovação do cadastro positivo

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) que mede o custo de vida registrou inflação de 2,72% no ano, gerando a expectativa de que o Banco Central (BC) reduza em 0,25% taxa básica, a Selic.

O Ibovespa fechou o semestre com 100.967,20 pontos. Com isso, encerra o primeiro semestre com alta de 14,88%.

A queda de 23% nas mortes violentas nos primeiros quatro meses deste ano em comparação com o mesmo período de 2018, mesmo sem a aprovação do pacote anticrime. O custo da criminalidade represente 4,38% do PIB por ano no Brasil.

A autorização para privatização das subsidiárias das estatais brasileiras. Acordo firmado pela Petrobrás estipula que, até o fim de 2021, a empresa venderá sua participação em transportadoras e distribuidoras.

O Índice de Confiança do Empresário da Construção (ICEI-Construção) CNI subiu para 57 pontos que mostram confiança dos empresários.

O aumento de investimento em máquinas e equipamentos. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) cresceu 1,3% em 2019 segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), sinalizando um aumento da capacidade produtiva das empresas, refletindo a melhora da confiança dos empresários nos negócios.

Apesar do índice muito alto do desemprego e do tímido crescimento da economia, os fatos econômicos destacados deste primeiro semestre de 2019 permitem-me projetar com ‘mais otimistas’ uma recuperação da economia no segundo semestre. Por isso considero o copo da economia do período “meio cheio”.

ECONOMISTA CELSO MANGUEIRA – CORECON-PB, NO 1279




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