Poupança para pagar juros da dívida atinge R$ 1,6 bilhão em setembro

Noticias 31/10/2012

Grana economizada pelo setor público foi inferior à de agosto


O setor público brasileiro economizou R$ 1,6 bilhão para pagar os juros da dívida pública, informou o boletim divulgado pelo BC (Banco Central) nesta terça-feira (30).

Essa poupança, conhecida como superávit fiscal, significa que a arrecadação de impostos superou os gastos públicos no mês passado. O valor acumulado em setembro é inferior aos R$ 2,99 bilhões registrados em agosto.

A grana foi economizada pelo governo federal, Estados, prefeituras e empresas estatais.

O maior saldo veio dos governos regionais (Estados e prefeituras), que somaram R$ 1,1 bilhão. Já o governo federal economizou R$ 931 milhões.

Por outro lado, as empresas estatais tiveram saldo negativo de R$ 484 milhões.

Em 2012, a economia do governo para a dívida já soma R$75,8 bilhões, o que representa 2,33% do PIB (Produto Interno Bruto, que é a soma de todas as riquezas do País). O resultado é inferior ao alcançado de janeiro a setembro de 2011, quando foram poupados R$ 104,6 bilhões (equivalentes a 3,43% do PIB).

No acumulado em doze meses, o dinheiro economizado atingiu R$ 99,9 bilhões (2,30% do PIB).

O dinheiro do superávit primário é usado para pagar juros da dívida pública e é um dos principais indicadores observados pelo mercado internacional, pois mostra a capacidade de um país de pagar seus credores em dia. Manter as contas do governo positivas é importante para que não haja aumento da dívida do setor público.

Por outro lado, o saldo positivo do superávit fiscal significa que o governo investiu menos em programas sociais ligados a saúde, educação, segurança também na infraestrutura (estradas, ferrovias e aeroportos).

Esse superávit é resultado de dois fatores, que podem ocorrer juntos ou não: corte nos gastos públicos e maior arrecadação de impostos.

A dívida líquida do setor público chegou a R$ 1,53 trilhão, o que representa 35,3% do PIB. Esse montante representa uma leve alta em relação a agosto, de R$1,52 trilhão, mas mantém a mesma proporção de grana comprometida do PIB (35,3%).

A dívida bruta do governo geral, que considera os gastos do governo federal, INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), governos estaduais e governos municipais, alcançou R$ 2,54 trilhões em setembro (58,5% do PIB).

 Fonte: 
http://noticias.r7.com/economia
 


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