Apesar do PIB, a economia e o brasileiro vão bem, diz estudo do Ipea

Noticias 18/12/2012

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) fez um levantamento para medir o progresso do país em 2012


Com o objetivo de responder à pergunta: “O avanço brasileiro, observado desde o fim da recessão de 2003, terminou em 2012? E em que dimensões?”, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) fez um levantamento para medir o progresso do país em 2012. Para isso, seguiu quatro parâmetros lançados pelo americano Joseph Stiglitz e pelo indiano Amartya Sen, dois economistas laureados pelo prêmio Nobel: renda das famílias, desigualdade, sustentabilidade do crescimento e satisfação com a vida. Sob a perspectiva desses quatro itens a resposta à pergunta é não; o avanço não se encerrou neste ano.

A ideia da pesquisa é olhar para além do chamado “pibinho” do terceiro trimestre, que cresceu 0,6%, e da expectativa de avanço de apenas 1% da economia do ano, que resultará em estagnação do Produto Interno Bruto (PIB) per capita. Segundo o presidente do Ipea, Marcelo Neri, para medir o progresso das nações é necessário olhar outras dimensões. Por isso a ideia de seguir as recomendações dos dois economistas estrangeiros.

O primeiro ponto avaliado é a evolução da renda e do consumo das famílias. Para isso utilizam-se pesquisas domiciliares. Como a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para 2012 não está disponível, o Ipea utilizou dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), também do IBGE, que traz a evolução da renda. O Ipea também avaliou a renda proporcionada pela Previdência Social e pelo Bolsa Família.

O resumo da avaliação das rendas é o de que as todas as fontes domiciliares cresceram. Para o intervalo entre 2003 a 2011, que Neri chamou de “período de ouro”, a renda per capita subiu 4,36% ao ano na média e 6,5% ao ano na mediana. Olhando a PME para o mesmo período, o crescimento foi de 4,47% ao ano na média e 6,19% ao ano na mediana. “A renda cresce mais do que as contas nacionais indicam”, diz Neri.


Fonte: http://www.valor.com.br


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