Câmbio não é grande vilão da indústria, dizem economistas

Noticias 03/04/2012

O Brasil vive um cenário de desindustrialização precoce - na medida em que a indústria perde peso no conjunto da economia - mas o câmbio não é o "único culpado" como vem sendo alentado, segundo os economistas ouvidos pela BBC Brasil.


O Brasil vive um cenário de desindustrialização precoce - na medida em que a indústria perde peso no conjunto da economia - mas o câmbio não é o "único culpado" como vem sendo alentado, segundo os economistas ouvidos pela BBC Brasil.

Para esses especialistas, há um consenso de que o real valorizado afeta a competitividade da indústria brasileira, uma vez que incentiva as importações ao mesmo tempo que atravanca as exportações, embora esteja longe de ser a raiz do problema, como argumentam dirigentes industriais.

Tal cenário piorou com a recessão nos Estados Unidos e na Europa, uma vez que as indústrias desses países, com um consumo interno desaquecido, passaram a buscar novos mercados para escoar sua produção, como o Brasil e outros emergentes. Com menor consumo nos países ricos, outros grandes exportadores, como a China, também vêm buscando ampliar seus mercados onde o consumo permanece alto.

Segundo os economistas, o desaquecimento da indústria nacional deve-se muito mais aos gargalos estruturais já existentes no país, o chamado "Custo Brasil" - como a elevada carga tributária (em torno de 36% do PIB), a infraestrutura precária e a baixa produtividade do trabalhador - além de uma política de expansão fiscal por parte do governo (que, ao gastar mais, deixa de poupar e, assim, investe menos).

A taxa de investimentos privada, incluída aí a compra de maquinários, também é considerada baixa.

"Tudo isso acaba encarecendo o produto final, que não consegue competir com um similar que vem de fora", disse Ruy Quintans, professor de economia do Ibmec-RJ.

No último ranking do relatório Doing Business do Banco Mundial, que mede a facilidade de se fazer negócios em cada país, o Brasil aparece na 126ª posição entre as 183 nações avaliadas.

 

Fonte: http://economia.uol.com.br


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