Consumidor vai pagar aumento no IPI de bebidas, diz associação

Noticias 11/04/2012

O aumento da tributação sobre bebidas frias como refrigerante e cerveja deve diminuir a capacidade de investimento do setor.


O aumento da tributação sobre bebidas frias como refrigerante e cerveja deve diminuir a capacidade de investimento do setor.

Segundo o presidente da Abir (Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas não Alcoólicas), Herculano Anghinetti, a indústria não tem capacidade para absorver o aumento, que vai acabar sendo repassado para o custo "criando um círculo vicioso: aumenta o imposto que impacta no custo diminuindo a venda e com isso a capacidade de investimento".

Herculano Anghinetti esteve reunido nesta terça-feira com o secretário da receita Federal, Carlos Alberto Barreto, para discutir o assunto. Na reunião, segundo Herculano, foram discutidos os multiplicadores do cálculo que será feito para o aumento e os impactos sobre o preço final.

O setor aguarda agora uma audiência com o ministro da Fazenda, Guido mantega, para levar a proposta de um plano de investimentos de R$ 7,9 bilhões no período de um ano e com isso evitar o aumento da tributação. Segundo o presidente da Abir, em 2010 já houve esta negociação e os resultados foram muito positivos.

"Em 2010 este foi um modelo de sucesso. Na época foi feito um compromisso com o governo de não atualização deste percentual [sobre as bebidas] e a indústria se comprometeu a investir R$ 4,6 bilhões. Acabamos investindo R$ 5,4 bilhões. Tínhamos o compromisso de gerar 30 mil postos de trabalho e geramos 44 mil", afirmou.

O modelo de investimentos estaria de acordo com a desoneração da folha de pagamentos de 15 setores anunciada na semana passada pela Presidente Dilma Rousseff. Segundo o presidente Abir, a proposta de presidente é gerar novos investimentos e com isso novos postos de trabalho, o que a indústria de bebidas já vem fazendo.

Herculano afirmou também que ainda não há uma estimativa concreta sobre os impactos da tributação para o setor, segundo ele, em alguns casos o preço final pode ter acréscimo de até 3%. "Isso é uma estimativa não é o máximo, esse cálculo foi só de determinado produto, não se aplica, por exemplo, ao refrigerante de 2 litros que é o mais vendido".

Segundo a Folha informou no último sábado (6), o governo decidiu negociar um acordo com a indústria de bebidas que vai suspender, pelo menos até junho, o aumento de tributos para o setor anunciado na semana passada.

 

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br


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