Juros despencam ladeira abaixo

Noticias 18/04/2012

A mudança começou no último dia 4, quando o Banco do Brasil (BB) anunciou a queda de seus juros. A Caixa Econômica Federal (CEF) não ficou para trás, divulgando, no dia 9, redução em diversas linhas. Com isso, as diferenças entre as taxas dos bancos públicos e as dos privados chegou a 275%, deixando o mercado numa guerra na qual já existe um vencedor, o consumidor.


Com seis grandes instituições, além de dezenas de outras menores, o mercado bancário brasileiro poderia se caracterizar como bastante competitivo, mas, até pouco tempo, não era isso que o cliente encontrava, com produtos e taxas bem parecidas entre elas. A mudança começou no último dia 4, quando o Banco do Brasil (BB) anunciou a queda de seus juros. A Caixa Econômica Federal (CEF) não ficou para trás, divulgando, no dia 9, redução em diversas linhas. Com isso, as diferenças entre as taxas dos bancos públicos e as dos privados chegou a 275%, deixando o mercado numa guerra na qual já existe um vencedor, o consumidor. Ele nunca teve argumentos tão fortes para convencer seu gerente: ou baixa os juros ou perde o cliente.?

Por trás da redução das instituições públicas, está o governo, que critica o spread brasileiro — a diferença dos juros que os bancos pagam para arrumar dinheiro no mercado e as taxas que cobram do consumidor —, o segundo maior do mundo, e o lucro, de R$ 59 bilhões em 2011. Para a Economista Myrian Lund, da Fundação Getulio Vargas (FGV), a estratégia pode funcionar.

— O governo não pode mandar nos bancos privados, mas, ao reduzir a taxa dos públicos, vai chacoalhar o mercado, atraindo os clientes da concorrência, que vai acabar sendo obrigada a agir. Esses efeitos vão ocorrer lentamente e dependerão muito dos consumidores, pois o brasileiro ainda não tem o hábito de mudar de banco — afirma Myrian.

Em simulações feitas pelo EXTRA, por meio de dados do Banco Central (BC), ficou constatado que o cliente pode poupar R$ 490 em gastos com mil reais no cheque especial, desde que saiba escolher o melhor banco.

— É o momento para inverter os papéis. Os bancos precisam perceber que dependem dos clientes, e não o contrário — afirmou a Economista.


Fonte: http://extra.globo.com/noticias/economia


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