Relação dívida/PIB alcança em abril menor patamar da série histórica

Noticias 31/05/2012

A dívida líquida do setor público encerrou abril em 35,7% do Produto Interno Bruto estimado pelo Banco Central para os 12 meses encerrados no mês. Esse é o menor patamar da série apurada pelo BC, que começou em 2001. Em valores nominais, a dívida caiu R$ 23,568 bilhões, para R$ 1,514 trilhão.


O principal fator para a redução foi a desvalorização do real frente ao dólar americano, que produziu impacto de R$ 23,05 bilhões para menos no saldo. No conceito líquido, são considerados também os ativos do setor público e não só as dívidas propriamente ditas. As reservas cambiais são o s princiapais ativos. Então, quando há desvalorização cambial, o valor correspondente em reais desse ativo, aumenta, abatendo mais a dívida bruta e contribuindo para reduzir a dívida líquida.

O superávit primário também ajudou na redução em abril, com R$ 14,24 bilhões. Entretanto, a conta de juros, que somou R$ 17,224 bilhões, neutralizou todo esse efeito e ainda provocou déficit nominal de R$ 2,984 bilhões.

Como proporção do PIB, o impacto redutor do "ajuste cambial", como define o BC, foi relevante, chegando a 0,5%. O superávit primário contribuiu com 0,3% do PIB, mas, por outro lado, os juros fizeram a dívida aumentar o equivalente a 0,4% do produto.

Por não considerar as reservas cambiais, a dívida líquida interna é maior. O saldo, nesse caso, fechou abril em R$ 2,099 trilhões ou 49,5% do PIB, segundo o BC. Não houve aumento como proporção do produto em relação a março, embora tenha havido elevação em valores nominais (era de R$ 2,085 trilhões). No acumulado do ano, a dívida líquida total subiu R$ 6,053 bilhões em valores nominais, mas resgitrou redução como proporção do PIB (36,4% no fim de 2011). Já a dívida interna apenas aumentou em relação ao produto, pois era de 49,4% do PIB em dezembro.

O BC calcula que a dívida líquida do setor público não financeiro tenha fechado o mês de maio em 34,8% do PIB. No fim de abril, essa relação era de 35,7%. Se a projeção da autoridade monetária se confirmar, será pelo segundo mês consecutivo o menor patamar da série histórica, iniciada em 2001.
 

 

Fonte: http://www.valor.com.br

 


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