Dívida pública cresce 2,2% em maio e soma R$ 1,9 trilhão

Noticias 25/06/2012

A Dívida Pública Federal (DPF) registrou um crescimento, em termos nominais, de 2,21% na passagem de abril para maio e fechou o mês em R$ 1,92 trilhão.


Em abril, esse estoque correspondia a R$ 1,88 trilhão. As informações constam em relatório do Tesouro Nacional divulgado nesta segunda-feira.

A alta do dólar foi suficiente para fazer com que, nos 12 meses acumulados em maio, o custo médio da dívida pública federal alcançasse o maior patamar desde setembro do ano passado – justamente o período em que o Banco Central iniciou uma sequência de cortes da taxa básica de juros, a Selic.

A desvalorização do real anulou, em maio, a redução do custo dos papéis atrelados à inflação – que estão recuando por conta da queda do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Em maio, o custo médio da dívida pública federal foi de 12,85% ao ano, ante 12,59% ao ano em abril. Essa taxa era 12,97% em setembro de 2011. Entre abril e maio, o custo da dívida pública interna ficou praticamente estável, passando de 12,07% ao ano para 12,05% ao ano.

A variação no custo médio apenas da dívida pública externa, entretanto, foi muito maior (alta de 6,2 pontos percentuais) - atingindo 32,19% ao ano no período, o maior resultado em pelo menos os últimos 12 meses.

Essa parcela da dívida pública federal corresponde a apenas 4,63% do total do estoque. No mês passado, o real se desvalorizou em 6,9% em relação ao dólar, resultado muito superior à perda de valor 0,42% registrada em maio do ano passado.

Estoque

A dívida pública mobiliária interna teve seu estoque ampliado em 2,14% ao passar de R$ 1,794 trilhão em abril para R$ 1,833 trilhão em maio. Já a dívida federal externa cresceu 3,7% para R$ 88,9 bilhões (US$ 43,9 bilhões).

Em maio, as emissões da dívida pública federal corresponderam a R$ 31,22 bilhões, enquanto os resgates somaram R$ 13,68 bilhões, o que resultou em uma emissão líquida de R$ 17,53 bilhões.

O coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Fernando Garrido, afirmou que não tem verificado uma “volatilidade excessiva” nas emissões de títulos por conta da deterioração da crise internacional. “Não temos identificado nada de anormal. Não temos observado volatilidade excessiva em nossos leilões”, frisou.

Segundo ele, a tendência é que à medida que os investidores busquem  uma rentabilidade maior será possível "verificar demanda maior por investimentos de taxas prefixadas e, eventualmente, também índices de preços".

 

Fonte: http://www.valor.com.br


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