Para economistas, futuro dos países latino-americanos é de incertezas

Noticias 10/08/2012

O futuro da economia da América Latina apresenta no momento mais incertezas do que clarividências. Esse foi o tom usado por economistas que participam do seminário “Para onde vai a economia da América Latina”, promovido pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), nesta sexta-feira, no Rio.


Para os especialistas, o baixo crescimento das economias centrais impõe aos países latinos a necessidade de realizar “reformas estruturais” para serem mais competitivos, em um momento em que a economia mundial apresenta desaceleração.

O ex-ministro da Fazenda Pedro Malan, que comandou a pasta durante todo o governo Fernando Henrique, afirmou que as reformas estruturais são o grande desafio para a América Latina e disse esperar mais alguns anos de crise internacional. “A crise está instalada no mundo e ficará conosco por algum tempo. Ela não é uma marolinha, como foi falado”, diz ele, referindo-se à frase do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, que em sua gestão na Presidência usou o termo para minimizar os efeitos dos problemas dos países desenvolvidos na economia brasileira. “As reformas estruturais são o grande desafio para a América Latina. Os países da região terão inevitavelmente de enfrentar seus problemas. Isso é uma questão muito relevante”, afirmou Malan, em discurso.

Já a diretora do Instituto de Estudos de Política Econômica Casa das Garças e da Galanto Consultoria, a economista Monica de Bolle, destacou que a agenda de reformas inclui redução da carga tributária e investimentos em infraestrutura, educação e mão de obra qualificada. “Há falta de perspectiva de crescimento econômico das economias centrais”, diz ela. “Os países latinos precisam realizar reformas para crescerem nesse momento de dificuldade.”

Em um painel que indicava semelhanças e diferenças entre as economias de Brasil e México, Monica disse que os dois países precisam reduzir a dependência de países com grandes economias. No caso do Brasil, ela se refere à dependência de exportações para Europa e China, enquanto o México é “extremamente” dependente da economia americana e europeia, segundo Monica.

 

Fonte: http://www.valor.com.br


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